Entre Sonhos e Sorrisos...

Entre Sonhos e Sorrisos...
"Vou-me "vestindo" da vida enquanto ela se vai "despindo" de mim..."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NÃO...


Porque a vida assim quis… tem que ser
Porque o destino assim o ordenou… que hei-de fazer
Mas porque tu decides que é o melhor… isso NÃO
Porque tu… tu não sabes o que é melhor para mim
Tu não sabes o meu quem, o meu quando ou o meu como
Tu não és dono e senhor… não és Deus, nem o destino
Porra… tu ainda nem és um homem… não passas de um menino
Porque um homem vê-se na maturidade, não se mede pela idade…

Por isso eu digo NÂO…
Não a ti, ao que dizes e ao que fazes
Não ao que sentes hoje e esqueces amanhã
Não às vontades de agora, porque logo já mudaram
Não a ti… não a nós… não ao que nem tu sabes ser certo
NÃO… porque ao teu lado o futuro agora é longe, amanhã é perto…

Primeiro cresce… acorda para a vida
Acorda para o mundo… aprende a amar
Primeiro decide o que queres ou não queres
Primeiro vê o que é melhor para ti
Esquece o que é melhor para mim… disso… trato eu

Por isso eu grito NÃO…
NÃO… não te quero mais, sem tu quereres também
NÃO… não te sonho mais, sem tu quereres sonhar
NÃO… não te amo mais, enquanto tu não souberes amar
NÃO… não te salvo mais, enquanto não te quiseres salvar.



Texto por Isabel Reis
Foto por Nuno Tavares
todos os direitos reservados

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Beijo roubado

Beijo roubado

Beijo roubado
Num momento de ilusão
Beijo roubado
Numa pequena distracção
Beijo roubado…
…roubado pela tua boca
Mas sonhado pelo meu coração…

Beijo sem maldade
Carregado de amor e sentimento
Carregado de sonho e ternura
Beijo roubado num momento
Numa pequena travessura.

Beijo… apenas um pequeno beijo doce
Que há muito me sonhas roubar
Quem dera que teu ele fosse
Para não teres que o pedinchar
Para o teres sempre… sempre que o quiseres roubar.


Por Isabel Reis
todos os direitos reservados

Distancia



Distância que nos dominas
Que fazes o tempo correr
Num lento correr cansado
Que fazes voar as horas
Num lento voo parado
Ai distância…

Distância
Distância tão dura mas necessária
Separas amores, crias barreiras
Ás saudades impões fronteiras
Como flechas tão certeiras
Como lágrimas tão verdadeiras…
Ai distância…

Distância vil… cruel
Distância amarga, sabes a fel
Com o teu falso sabor de mel
Queimas sem mesmo tocar a pele
Ai distância…

Distância
Crias discórdia no carinho
Fazes nascer dúvida na certeza
Abres um buraco negro
Na sólida rocha da verdade
Fazes nascer sombras na clareza
Distorces qualquer pura realidade…
Ai distância…

Distância cruel tão necessária
Vai-te daqui… leva a tristeza
Vai-te depressa… e não em ritmo lento
Vai-te depressa leva a incerteza
Vai-te agora leva a saudade
Dá lugar à realidade
Ao amor de quem ama
Ao sorriso de quem sofre
Á lágrima quente de quem chega.

Distância vai… vai-te já…
Dá lugar ao abraço quente
A quem dele precisa
Dá lugar ao amor urgente
Deixa curar a doença
A quem dela padece
A quem dela enlouquece
Pelo amor que não acontece
Pela saudade que entorpece
De um coração que não esquece…

Vai-te distância, vai-te saudade
Dá lugar ao sono tranquilo
Leva as noites em branco
Deixa deitar no peito descansado
No cheiro do amor embriagado
No calor do desejo embrulhado
Num regresso ao leito tão desejado…


Por Isabel Reis in "Confidências no colo da lua" - Corpos Editora/ junho 2009
todos os direitos reservados

Vontades (parte I)


Quero ser…

Quero ser…
Tua estrela no caminho
Para que não caminhes sozinho
Para te guiar pela vida
Para que não me deixes perdida…

Quero ser…
Raio de sol em dia de inverno
A luz que te tira de um inferno
Que te faz crer em amor eterno
Que te faz viver uma vida inteira
Ao teu sabor, à tua maneira…

Quero ser
Mão que indica o caminho
Para fazer crescer o menino
Para deita-lo no peito
Faze-lo sonhar no meu leito
Sonhar que caminha em segurança
Que é raio de luz, esperança
Fazer do sonho ilusão na mente
Para acordar e seguir em frente
Para não ter medo de ser gente…

Quero ser…
Tua ambição… não perdição
Sempre estendendo minha mão
Tua alma… teu palpitar
Tua vontade de lutar
Teu desejo de gritar
“Sou feliz… sei amar…”

Por Isabel Reis in "Confidências no colo da lua" - Corpos Editora/ junho 2009
todos os direitos reservados