R efém desse teu abraço… eu me abraço
E dou por mim perdida na loucura do anseio quando não estás
F aço-me de esquecida e voo ao encontro desse teu corpo
É nele que o meu desperta e ganha vida
M ergulho-me em ti e aproveito para me lambuzar… sei lá quando será a próxima vez…
R efém do desejo que me despertas
E ncontro o meu corpo durante a noite numa cama vazia
F echo-me no sonho da lembrança enquanto essa lembrança me sacia
É loucura eu sei… mas é uma loucura que me deixa suada e saciada
M elhor viver refém dessa loucura… do que refém da loucura que é ter nada.
R efém de ti… espero e desespero
E spero cada segundo, o segundo do teu regresso
F ico lembrando o teu cheiro enquanto não chegas
É assim nessa lembrança que o meu corpo suporta a tua ausência
M ergulhado nos restos que ficam de nós a cada vivência.
por Isabel Reis
todos os direitos reservados
"Retratos" do mundo, da alma, de sentimentos, que decidi captar em palavras. Espero que gostem, este blogue é apenas um complemento dos livros que publico... penso, vejo e sinto muito que não vem publicado em páginas de livros, mas que gosto de partilhar com quem gosta de receber. Beijos em todos que aqui passam e nos que não passam também... e como diz o outro... "Façam o favor de ser felizes" Isabel Reis
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
No sorriso da Lua...
Perdi-me no sorriso da Lua
Encantei-me pelo seu encanto
Deixei-me sonhar que era sua
E o engano paguei em pranto.
Lua vadia e insensível
Que no peito me sentes o sonho
Mesmo ele sendo invisível
No instante em que o sonho.
Não me arrancas ao desengano
Nem à loucura que ele me faz
Ai que não sei quem é mais insano…
S’ eu, tu ou o instante que o traz.
Ai lua que és bela… bendita…
P’ra mim nada mais és que maldita…
por Isabel Reis
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Encantei-me pelo seu encanto
Deixei-me sonhar que era sua
E o engano paguei em pranto.
Lua vadia e insensível
Que no peito me sentes o sonho
Mesmo ele sendo invisível
No instante em que o sonho.
Não me arrancas ao desengano
Nem à loucura que ele me faz
Ai que não sei quem é mais insano…
S’ eu, tu ou o instante que o traz.
Ai lua que és bela… bendita…
P’ra mim nada mais és que maldita…
por Isabel Reis
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Em silêncio me confesso...
Entrego-me a ti numa promessa vã
Mas entrego-me de corpo inteiro
És a loucura que me torna sã
És e serás amor primeiro…
Vou-te conhecendo sem deixar que me conheças
Neste amor que só a mim confesso
Entrego-me a ti para que não me esqueças
Pelo menos enquanto eu não te esqueço.
Escondo-me nas palavras dispersas
Nas entrelinhas em que me escrevo
Nessas noites em que o teu amor me confessas…
Escondo-me e no fundo sabes que sim
Pois é em meu silêncio que te subscrevo
A ti e a esse amor que tens por mim…
por Isabel Reis
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Mas entrego-me de corpo inteiro
És a loucura que me torna sã
És e serás amor primeiro…
Vou-te conhecendo sem deixar que me conheças
Neste amor que só a mim confesso
Entrego-me a ti para que não me esqueças
Pelo menos enquanto eu não te esqueço.
Escondo-me nas palavras dispersas
Nas entrelinhas em que me escrevo
Nessas noites em que o teu amor me confessas…
Escondo-me e no fundo sabes que sim
Pois é em meu silêncio que te subscrevo
A ti e a esse amor que tens por mim…
por Isabel Reis
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Fórmula da Vida...
E se um dia acordamos e descobrimos algo diferente em nós??? Uma emoção nova, desconhecida ainda… e se de repente percebemos que essa emoção nova bate bem dentro, bem no fundo… bem naquele cantinho especial que nos faz renascer para a vida quando ela nos parece perdida… e se de repente percebemos que essa emoção vem do nosso coração, da nossa alma, do nosso EU… Que fazer então???
E se de repente essa sensação cresce, vai ganhando uma vida e força ainda antes não sentida? E se ao crescer, nos faz crescer a nós junto? E se acelera o pulsar do nosso coração e nos deixa o batimento cardíaco fora do batimento certo, tal qual adolescentes que apenas agora estão a começar a viver??? E se damos por nós a fechar os olhos, ouvindo musica pairar no ar vinda sabe-se lá de onde, tocada sabe-se lá por quem??? Música essa que mais ninguém ouve a não ser nós mesmos… e talvez quem sabe AQUELE alguém… aquele que os astros alinham no momento certo para o recebermos... aquele alguém que de repente sem saber bem como se sintoniza na mesma frequência em que nos encontramos... E se essa música chega de mansinho… entra lentamente sem bater, apenas se fazendo sentir invadindo-nos o peito numa onda de amor e magia inexplicável… Que fazer então???
O mais fácil não será quem sabe deixa-la chegar, fluir, entrar sem bater, apenas sentir? Tentar primeiro quem sabe viver essa sensação que nos deixa felizes sem razão aparente… que nos deixa de olhar vago mas sorridente, tal qual poeta perdido no mundo dos sonhos… Ah como viver seria bem mais fácil se o Homem não fosse tão complicado… Ah como a vida seria bem mais leve senão teimássemos em procurar defeitos onde eles não existem ainda… Ah como o amor seria bem menos complexo se nos limitássemos a vive-lo sem pensar no amanhã… vivendo apenas o hoje… vivendo apenas esse amor que nos faz amar…
Ah… mas que mania a nossa de mexer no que está tão bem, apenas porque temos medo de ser infelizes e ao deixarmo-nos subjugar por esse medo, acabamos mesmo sendo… Ah… mas que mania a nossa a de deixar quieto o que devia ser mexido… apenas porque temos medo de enfrentar o desconhecido… Mas então… que fazer então??? Ninguém tem a resposta para a vida… até porque não existe fórmula escrita para se viver… cada vida é uma vida… cada existência é uma só…
E é certo que a vida seria bem mais fácil se trouxesse manual… a vida seria bem mais simples se já estivesse escrita… É verdade… seria mesmo… Mas cá para nós… A VIDA seria muito menos VIDA do que na realidade é, se ao chegar a nós já tivesse sido vivida.
por Isabel Reis
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E se de repente essa sensação cresce, vai ganhando uma vida e força ainda antes não sentida? E se ao crescer, nos faz crescer a nós junto? E se acelera o pulsar do nosso coração e nos deixa o batimento cardíaco fora do batimento certo, tal qual adolescentes que apenas agora estão a começar a viver??? E se damos por nós a fechar os olhos, ouvindo musica pairar no ar vinda sabe-se lá de onde, tocada sabe-se lá por quem??? Música essa que mais ninguém ouve a não ser nós mesmos… e talvez quem sabe AQUELE alguém… aquele que os astros alinham no momento certo para o recebermos... aquele alguém que de repente sem saber bem como se sintoniza na mesma frequência em que nos encontramos... E se essa música chega de mansinho… entra lentamente sem bater, apenas se fazendo sentir invadindo-nos o peito numa onda de amor e magia inexplicável… Que fazer então???
O mais fácil não será quem sabe deixa-la chegar, fluir, entrar sem bater, apenas sentir? Tentar primeiro quem sabe viver essa sensação que nos deixa felizes sem razão aparente… que nos deixa de olhar vago mas sorridente, tal qual poeta perdido no mundo dos sonhos… Ah como viver seria bem mais fácil se o Homem não fosse tão complicado… Ah como a vida seria bem mais leve senão teimássemos em procurar defeitos onde eles não existem ainda… Ah como o amor seria bem menos complexo se nos limitássemos a vive-lo sem pensar no amanhã… vivendo apenas o hoje… vivendo apenas esse amor que nos faz amar…
Ah… mas que mania a nossa de mexer no que está tão bem, apenas porque temos medo de ser infelizes e ao deixarmo-nos subjugar por esse medo, acabamos mesmo sendo… Ah… mas que mania a nossa a de deixar quieto o que devia ser mexido… apenas porque temos medo de enfrentar o desconhecido… Mas então… que fazer então??? Ninguém tem a resposta para a vida… até porque não existe fórmula escrita para se viver… cada vida é uma vida… cada existência é uma só…
E é certo que a vida seria bem mais fácil se trouxesse manual… a vida seria bem mais simples se já estivesse escrita… É verdade… seria mesmo… Mas cá para nós… A VIDA seria muito menos VIDA do que na realidade é, se ao chegar a nós já tivesse sido vivida.
por Isabel Reis
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