Que não percebo para quê tanto alarido, tanta confusão, tanto milhão gasto por alguém que só cá esteve 4 dias, realmente o nosso país sobrevaloriza em demasia… tudo bem, já se sabe que é o Pápa, a individualidade máxima dentro da religião católica, o homem que está entre a humanidade e Deus, segundo dizem, porque em boa verdade até tenho fé, mas não acredito na religião conforme o Homem a prega (seja ela qual for). Mas continuando… se ele é a personalidade máxima que representa Deus na terra e tendo em conta que segundo esses mesmos entendidos, Deus enviou Jesus à terra para unir a humanidade, ensiná-la a ajudar o próximo, a partilhar os seus bens com os desfavorecidos e no meio da crise mundial em que nos afundamos cada dia mais, será que é mesmo necessário gastar tanto dinheiro?? Por acaso o Pápa come ouro para que quase lho despejem em cima aos potes??? Não seria mais inteligente pegar em grande parte desse dinheiro e ajudar a diminuir o défice orçamental em vez de o aumentar?? E se com todo esse dinheiro ajudassem a encher a barriga de tanta gente que passa fome no nosso país, ajudassem a vestir e calçar tantos que por aí andam que vivem para além do limiar da pobreza mas que os nossos políticos fingem não ver, afinal se virem terão que abdicar de muitos dos luxos a que se dão ao luxo de usufruir.
Além de que, estamos a gastar dinheiro que não temos e que os nossos governantes pretendem tirar aos nossos (já de si magros) ordenados. Dizem eles que temos que nos unir e fazer sacrifícios, que estamos todos no mesmo barco e que é para o bem geral… Mas se é para o bem geral, porque razão eles com ordenados milionários vão apenas descontar 5% dos seus salários??? Quanto maior a responsabilidade (e o bolso), maior deveria ser o sacrifício pela nação certo??? O Zé-Povinho como eu e muitos como eu, até podem descontar menos em termos percentuais, mas com os “assaltos” salariais, aumentam também todos os impostos, inclusive nos bens essenciais, que só o nome já diz tudo, digamos que dessa forma o rombo na nossa carteira se torna bem maior do que o apregoado… e no fim de contas, feitas as contas, o sacrifício acaba por ser bem mais pesado para aquele que menos tem…
Até porque se formos a ver… eles têm subsídios (e bem gordos) para tudo e mais alguma coisa, comem e bebem que a gente paga, viajam para todo o lado, com todos os luxos a que se acham no direito usufruir, que a gente paga, têm carros estupidamente caros, a consumirem absurdos em combustível porque a gente paga, vestem do melhor e mais caro que anda no mercado, porque a gente paga, tudo isso pago com os ditos subsídios a que se dão ao direito de usufruir como políticos que supostamente deviam trabalhar para nós, mas se formos a ver trabalham unicamente para os seus bolsos (nada magros por sinal)… esses mesmos subsídios são pagos com o nosso dinheiro, com o nosso suor, com os sacrifícios que temos vindo a fazer ano após ano e que nos levaram à dita crise em que agora nos vemos mergulhados. Claro que com tudo isso podem dar-se ao luxo de cortar nos salários e subir aos impostos… Ainda criticam o Fidel Castro… em Cuba eles até podem não ter o que comer e viver em repressão, mas pelo menos ainda tem certas coisas garantidas, como a faculdade por exemplo, nós aqui nem sequer a reforma temos como certa, mas descontamos todos os meses para ela, na esperança de chegarmos à velhice e podermos deitar a cabeça na almofada seguros de que teremos como sobreviver… nada disso… nós descontamos isso sim para pagar a pançudos que usam e abusam do nosso dinheiro, nos afundam cada vez mais numa crise sem precedentes e depois apregoam aos quatro ventos que temos que nos unir todos nas horas de aflição.
"Retratos" do mundo, da alma, de sentimentos, que decidi captar em palavras. Espero que gostem, este blogue é apenas um complemento dos livros que publico... penso, vejo e sinto muito que não vem publicado em páginas de livros, mas que gosto de partilhar com quem gosta de receber. Beijos em todos que aqui passam e nos que não passam também... e como diz o outro... "Façam o favor de ser felizes" Isabel Reis
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Encontro
No rescaldo deste nosso encontro que não sendo encontro acabou por ser… ainda te sinto bem aqui junto a mim mesmo sem teres estado, ainda te sinto tocar-me mesmo quando não o fizeste, ainda te sinto beijar-me mesmo que o gosto do teu beijo me seja desconhecido… Na paixão desta minha urgência em te conhecer, descubro um mundo novo que até aí desconhecia… é bom conhecer-te cada dia um pouco mais… sempre que estamos juntos mesmo à distancia… é sempre um dia com algo novo que vale a pena sentir/descobrir, é sempre um dia que me fica no registo de memórias a guardar.
Deixo-me ir neste emaranhado de sensações novas, deixo-me levar na onda de uma maré diferente, tão diferente como todas são… nenhuma onda é igual à anterior… assim como nenhuma delas nos toca do mesmo jeito. Deixo-me ir e descubro-me a mim uma outra vez… em cada instante que te vou descobrindo a ti… gosto do que te encontro, assim como gosto do que vou encontrando em mim… Gosto de ti por muitas coisas, nomeadamente essa tua franqueza e genuidade que me arrebatam os sentidos, mas no fundo, no fundo eu confesso que não sei… se gosto assim de ti por seres como és, ou se gosto ainda mais pelo tanto de ti que desperta/compreende o muito que vai em mim.
Assim neste nosso encontro que não sendo encontro acabou por ser… estendo-te a mão de longe e deixo-me ir… deixo o sangue correr-me desenfreado nas veias… deixo o coração bater a mil ao som da tua voz… ao som dessa tua gargalhada franca com vontade… deixo a lembrança do teu olhar, do brilho desse teu sorriso envolver a minha noite… os meus sonhos… e eu sonho ver-te uma outra vez, mas enquanto essa vez não chega vou sonhando… vou bebendo de ti o que ao de longe vais deixando… vou saciando essa tua sede… enquanto a minha sede vou sufocando.
por Isabel Reis
todos os direitos reservados
Deixo-me ir neste emaranhado de sensações novas, deixo-me levar na onda de uma maré diferente, tão diferente como todas são… nenhuma onda é igual à anterior… assim como nenhuma delas nos toca do mesmo jeito. Deixo-me ir e descubro-me a mim uma outra vez… em cada instante que te vou descobrindo a ti… gosto do que te encontro, assim como gosto do que vou encontrando em mim… Gosto de ti por muitas coisas, nomeadamente essa tua franqueza e genuidade que me arrebatam os sentidos, mas no fundo, no fundo eu confesso que não sei… se gosto assim de ti por seres como és, ou se gosto ainda mais pelo tanto de ti que desperta/compreende o muito que vai em mim.
Assim neste nosso encontro que não sendo encontro acabou por ser… estendo-te a mão de longe e deixo-me ir… deixo o sangue correr-me desenfreado nas veias… deixo o coração bater a mil ao som da tua voz… ao som dessa tua gargalhada franca com vontade… deixo a lembrança do teu olhar, do brilho desse teu sorriso envolver a minha noite… os meus sonhos… e eu sonho ver-te uma outra vez, mas enquanto essa vez não chega vou sonhando… vou bebendo de ti o que ao de longe vais deixando… vou saciando essa tua sede… enquanto a minha sede vou sufocando.
por Isabel Reis
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Dança dos Sentidos
Antes de te ver já te esperava, sabia que virias e o meu olhar percorria o espaço à tua espera enquanto não chegavas, incapaz de ouvir, falar, raciocinar, incapaz de ser. Ansiava pelo nosso encontro como se fosse o primeiro e na realidade até era. Mas ao sentir o teu cheiro reconheci-te imediatamente, embora não soubesse de onde, deixaste-me num estado de embriaguez que já conhecia… de outro tempo, de outra vida… não sei… o que sei é que me foi tão familiar como se ainda ontem o tivesse sentido… como se ainda estivesse na ressaca da ultima vez. Olhaste-me nos olhos e soube que esse olhar já me tinha olhado antes, disse-me o meu corpo numa resposta insana mas urgente, quase podia ouvi-lo gritar o teu nome com saudade… E o arrepio que me percorreu o corpo naquele momento, o calor que me invadiu a alma naquele olhar… esse arrepio deu-me a certeza… a certeza que já te conhecia, que já te tinha tocado, que já te tinha provado, que o meu corpo já se tinha perdido no teu infindavelmente. Faltava-me saber quando, onde, até mesmo como… porque nesta vida não tinha sido, jamais teria sido capaz de te esquecer. Estivemos à distância de um olhar e a tua respiração roçou-me a pele enquanto falavas… ali naquele momento breve o desejo invadiu-me descontroladamente… ah, como quis matar a saudade do que ainda não conhecia, mas que sabia já ter sido meu.
Com um só olhar desafiaste-me a entrar nessa aventura contigo… na aventura do querer saber quem tínhamos sido. Fizeste-o sedutoramente sem falar mas em jeito de criança traquina e em jeito de criança traquina eu disse sim… Disse-o porque algo me disse a mim que as nossas almas já se tinham cruzado antes. Esta sintonia de sentidos e quereres não se consegue num primeiro encontro, nem sequer numa primeira vida… ainda para mais quando esse momento, esse breve momento não passa disso, breve… breve para os outros, mas interminável para nós, capaz de nos deixar num êxtase total capaz de esquecer o mundo à nossa volta, levando-nos para uma realidade paralela onde só nós existimos, onde o tempo pára e nada mais interessa, nem as palavras. Soube naquele instante que te queria, que queria cair nos teus braços e deixar que me tomasses como tua… soube naquele instante que só voltaria a ter paz quando te descobrisse… novamente, quando te conhecesse… uma outra vez, quando te tomasse como meu nesta vida… como sabia já ter feito em tantas outras antes desta.
Por isso vem… vem resgatar-me à saudade do desconhecido. Vem tomar-me em teus braços e partir em direcção ao horizonte sem destino traçado. Por isso vem… vem cavalgar comigo nas asas do vento, num só salto chegar ao céu… conhecer-lhe o firmamento, fazer dele o nosso leito de amor, cobertos apenas pelo manto das estrelas, iluminados somente pela luz ténue do luar… Por isso vem… vem comigo dançar esta dança que se dança nua, despida de tudo e mais alguma coisa… de vidas e preconceitos, de corações partidos e sonhos desfeitos… de amores mal vividos mesmo parecendo mais que perfeitos. Vem que te quero enquanto a noite não chega, vem que te espero em desespero.
por Isabel Reis
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Com um só olhar desafiaste-me a entrar nessa aventura contigo… na aventura do querer saber quem tínhamos sido. Fizeste-o sedutoramente sem falar mas em jeito de criança traquina e em jeito de criança traquina eu disse sim… Disse-o porque algo me disse a mim que as nossas almas já se tinham cruzado antes. Esta sintonia de sentidos e quereres não se consegue num primeiro encontro, nem sequer numa primeira vida… ainda para mais quando esse momento, esse breve momento não passa disso, breve… breve para os outros, mas interminável para nós, capaz de nos deixar num êxtase total capaz de esquecer o mundo à nossa volta, levando-nos para uma realidade paralela onde só nós existimos, onde o tempo pára e nada mais interessa, nem as palavras. Soube naquele instante que te queria, que queria cair nos teus braços e deixar que me tomasses como tua… soube naquele instante que só voltaria a ter paz quando te descobrisse… novamente, quando te conhecesse… uma outra vez, quando te tomasse como meu nesta vida… como sabia já ter feito em tantas outras antes desta.
Por isso vem… vem resgatar-me à saudade do desconhecido. Vem tomar-me em teus braços e partir em direcção ao horizonte sem destino traçado. Por isso vem… vem cavalgar comigo nas asas do vento, num só salto chegar ao céu… conhecer-lhe o firmamento, fazer dele o nosso leito de amor, cobertos apenas pelo manto das estrelas, iluminados somente pela luz ténue do luar… Por isso vem… vem comigo dançar esta dança que se dança nua, despida de tudo e mais alguma coisa… de vidas e preconceitos, de corações partidos e sonhos desfeitos… de amores mal vividos mesmo parecendo mais que perfeitos. Vem que te quero enquanto a noite não chega, vem que te espero em desespero.
por Isabel Reis
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Máscara
Aquela que uso quando o sol se esconde e as nuvens ameaçam chover
Aquela que tiro da gaveta quando o dia vai longo e o chefe vem difícil
Aquela que me devolve a segurança quando EU mesma me falho…
Máscara para um EU que ficou perdido no silêncio da noite
Para uma alma ferida com medo de enfrentar o dia
Para uma lágrima que ameaça cair mas resiste
Para um sorriso que mesmo encarcerado não desiste.
Trago-a comigo para me sentir segura
Trago-a comigo mesmo que não lhe dê uso
Trago-a comigo para que ninguém veja como sou…
…e eu sou aquela máscara que ninguém sonhou.
por Isabel Reis
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Aquela que tiro da gaveta quando o dia vai longo e o chefe vem difícil
Aquela que me devolve a segurança quando EU mesma me falho…
Máscara para um EU que ficou perdido no silêncio da noite
Para uma alma ferida com medo de enfrentar o dia
Para uma lágrima que ameaça cair mas resiste
Para um sorriso que mesmo encarcerado não desiste.
Trago-a comigo para me sentir segura
Trago-a comigo mesmo que não lhe dê uso
Trago-a comigo para que ninguém veja como sou…
…e eu sou aquela máscara que ninguém sonhou.
por Isabel Reis
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