Entre Sonhos e Sorrisos...

Entre Sonhos e Sorrisos...
"Vou-me "vestindo" da vida enquanto ela se vai "despindo" de mim..."

sábado, 28 de agosto de 2010

Encantamento

Hoje estou com a "pele" à flor da pele... hoje estou com o sonho a querer voar pela noite dentro... e de estrela cadente em estrela cadente chegar perto de ti... beijar-te ternamente, deitar-te no meu colo e fazer-te/ver-te dormir até que a manhã chegue...

Hoje estou contigo no meu colo e não te quero deixar partir… quero que o tempo se demore pela noite adentro, que as estrelas se encantem neste nosso encantamento… e que a lua se demore a deitar…

Hoje estou contigo em pensamento… na empatia de um momento… na empatia que virou sentimento… empatia que nasceu do encantamento de nos sabermos encantar.


por Isabel Reis
todos os direitos reservados

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estás comigo e em mim...

Estás comigo e em mim... até mesmo quando não estás... até quando a lua se deita e é o sol quem me acompanha e me mima, tentando fazer-me esquecer a saudade que me queima por não te ter... desiste... não consegue... deixa que a lua volte... quem sabe... talvez consiga.

Estás comigo e em mim... até nas horas que não te lembro... que não te sinto... nas horas que te desejo sem saber…

Estás comigo e em mim... e a lua volta... sinto-a chegar... mesmo sem a ver… volta imponente num céu só seu... volta uma vez e outra mais, intervalada por um sol teimoso que não me larga... juntos vão tentando arrancar-me de ti com os seus carinhos desmedidos... tentam fazer-me esquecer o teu toque nos raios de sol quente que me acariciam... tentam arrancar-me o teu cheiro numa praia de areia fina, salgada por um mar que não a consegue deixar... tentam impedir-me de te sonhar oferecendo-me de bandeja um céu pintado a estrelas cadentes com os suspiros das ondas a embalar-me os sonhos… tentam pela calada que te esqueça… mas…
…mas tu estás comigo e em mim até mesmo quando não estás… ou não queres estar… entraste em mim lentamente… tão lentamente quanto me deixaste a ti chegar… sem nenhum dos dois perceber o que se estava a passar… e agora de mim já ninguém te consegue arrancar.


por Isabel Reis
todos os direitos reservados

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sede de mulher...


Fui em busca de ti… sem ver
Sem o pensar ou até saber…
Fui como que perdida
Seguindo o rasto de um cheiro
Que julguei familiar
Dei de encontro contigo…
…senti-me voar…

Despi-me então de uma vida
E do que nela me prende
Deixei que o corpo nú… te tocasse
Que o olhar ansioso… te procurasse
Que o coração solitário… te sentisse
E que a alma sedenta… t’encontrasse.

Ao chegar tomaste conta de mim
Sem pensar deixei-me levar…
Entreguei nessas tuas mãos
Este amor que me consome
O desejo ardente que me transborda
A saudade louca que ninguém quer
Apenas sede de mulher
Numa busca por encontrar
O amor que não soube amar…


Texto por Isabel Reis
todos os direitos reservados

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Conversas de Supermercado...


A história que vos conto é toda ela verídica… Não identifico os intervenientes… porque também não os conheço… e assim não também não tenho necessidade de lhes dar nomes falsos para que ninguém os possa identificar… :D… E aconteceu-me este sábado quando passeava com uma amiga num hipermercado bastante conhecido mas que não divulgo porque isso seria fazer publicidade gratuita e não sou assim tão benemérita quanto isso…

Ora então quantos de nós enquanto andamos a fazer compras apanhamos conversas a meio que não fazemos intenção de ouvir mas que a proximidade propicia a isso mesmo? Julgo que quase todos… conversas daqueles que como nós desesperam na luta por decidir o que comer, ou o que falta em casa na despensa mas que poucos se lembram de anotar antes de fazer a tão malfadada “viagem” ao hipermercado da zona e ter que encarar as caixas cheias de gente cansada e aborrecida, os corredores a transbordar de “turistas” indecisos e o ar saturado que nos deixa a todos com um mau humor terrível se passamos lá mais tempo do que o desejado.

Pois então íamos nós na busca por uma melancia madura e suculenta que nos refrescasse a noite quente e abafada… culpa de um calor doentio que nos ataca impunemente e deixa a todos de pele pegajosa, mesmo que tenhamos acabado de sair de um banho frio… Íamos nós nesta demanda quando passamos por um casal com um ar muito desolado e abatido junto da banca cheia de fruta fresca e apetitosa, acabada de sair do frigorifico onde permanece guardada mais tempo do que deveria, de forma a manter-se com aquele aspecto sedutor que dura pouco mais do que a viagem do dito hipermercado até ao destino…

A minha amiga ia um pouco mais à frente, ou eu é que tenho um passo mais lento/pequeno (vá-se lá saber), sei que por isso não apanhou a conversa do dito casal a meio como eu… e não passou a vergonha que eu passei já que tem reacções que são simplesmente incontroláveis e a minha foi…

Dizia o rapaz para a namorada com um ar bastante esperançoso quando eu me chegava perto… (e relembro que apanhei a conversa a meio, ele já falava quando passei)
-…queres fazer… amor?
Ao que ela responde com o ar mais desolado… abatido e enfadonho que já vi nos últimos tempos… (quem sabe culpa do dito calor doentio)
- Nãooooo (diz desoladamente)… dá muito trabalho…

A minha reacção mostrou-se automática… desatei às gargalhadas e sozinha que estava o povo em redor tomou-me por tolinha… (quem sabe serei, mas perante uma conversa destas só dava para rir mesmo).

É certo que deduzi perfeitamente que o rapaz não deveria estar a perguntar à querida se queria fazer O TAL DO AMOR… e sim outra coisa qualquer… mas a conversa foi apanhada a meio como disse… e teve o efeito instantâneo de me arrancar um acesso de gargalhadas e tornar a malfadada “viagem” bem mais divertida… certo é que passei o resto da viagem mais atenta aos “turistas” em meu redor… para ver se tinha a sorte de me cruzar com mais uma pérola destas… e por acaso até tive… mas essa é um pouco indecente para contar aqui onde passeiam olhares menores e não quero ser culpada de corromper a inocência infantil… :)


texto por Isabel Reis
todos os direitos reservados