Entre Sonhos e Sorrisos...

Entre Sonhos e Sorrisos...
"Vou-me "vestindo" da vida enquanto ela se vai "despindo" de mim..."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quem sabe...

A madrugada encontrou-me hoje carente de um bom dia teu... um bom dia único, daqueles que só tu me dás... hoje acordei com fome de ti... dos teus dedos suaves a percorrer a minha pele... o meu corpo... até me chegar à alma... acordei com fome do calor do teu beijo a aquecer-me o coração... com fome da tua voz no meu ouvido a dar-me aquele "Bom dia…" sussurrante que me faz viajar…

O dia fez-me acordar contigo do meu lado... e o meu sorriso rasgou-se de orelha a orelha quando me tentei chegar um pouco mais em busca desse teu cheiro, que já chegava a mim ainda eu viajava nos teus braços no mundo dos sonhos, tu foste-te... desvaneceste-te como fumo à minha frente... e eu fiquei desconsolada por acordar... por ver que apesar de acordada ainda continuava a sonhar...

Quem sabe… talvez a noite te traga de volta ao meu colo como naquele tempo… aquele onde nos cruzamos… onde nos vivemos… onde nos entregamos…
Quem sabe… talvez as estrelas me façam hoje adormecer no teu colo como quando me carregaram nos seus braços para me entregarem delicadamente nos teus… e onde juntos vimos a noite estrelada em tons de um amarelo sonhador… e onde adormecemos nas réstias de um amor amado… nas gotas de um suor cansado… na promessa de um “até já” de sonhos… sonhos de um amor sonhado.



por Isabel Reis
todos os direitos reservados

sábado, 28 de agosto de 2010

Encantamento

Hoje estou com a "pele" à flor da pele... hoje estou com o sonho a querer voar pela noite dentro... e de estrela cadente em estrela cadente chegar perto de ti... beijar-te ternamente, deitar-te no meu colo e fazer-te/ver-te dormir até que a manhã chegue...

Hoje estou contigo no meu colo e não te quero deixar partir… quero que o tempo se demore pela noite adentro, que as estrelas se encantem neste nosso encantamento… e que a lua se demore a deitar…

Hoje estou contigo em pensamento… na empatia de um momento… na empatia que virou sentimento… empatia que nasceu do encantamento de nos sabermos encantar.


por Isabel Reis
todos os direitos reservados

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estás comigo e em mim...

Estás comigo e em mim... até mesmo quando não estás... até quando a lua se deita e é o sol quem me acompanha e me mima, tentando fazer-me esquecer a saudade que me queima por não te ter... desiste... não consegue... deixa que a lua volte... quem sabe... talvez consiga.

Estás comigo e em mim... até nas horas que não te lembro... que não te sinto... nas horas que te desejo sem saber…

Estás comigo e em mim... e a lua volta... sinto-a chegar... mesmo sem a ver… volta imponente num céu só seu... volta uma vez e outra mais, intervalada por um sol teimoso que não me larga... juntos vão tentando arrancar-me de ti com os seus carinhos desmedidos... tentam fazer-me esquecer o teu toque nos raios de sol quente que me acariciam... tentam arrancar-me o teu cheiro numa praia de areia fina, salgada por um mar que não a consegue deixar... tentam impedir-me de te sonhar oferecendo-me de bandeja um céu pintado a estrelas cadentes com os suspiros das ondas a embalar-me os sonhos… tentam pela calada que te esqueça… mas…
…mas tu estás comigo e em mim até mesmo quando não estás… ou não queres estar… entraste em mim lentamente… tão lentamente quanto me deixaste a ti chegar… sem nenhum dos dois perceber o que se estava a passar… e agora de mim já ninguém te consegue arrancar.


por Isabel Reis
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sede de mulher...


Fui em busca de ti… sem ver
Sem o pensar ou até saber…
Fui como que perdida
Seguindo o rasto de um cheiro
Que julguei familiar
Dei de encontro contigo…
…senti-me voar…

Despi-me então de uma vida
E do que nela me prende
Deixei que o corpo nú… te tocasse
Que o olhar ansioso… te procurasse
Que o coração solitário… te sentisse
E que a alma sedenta… t’encontrasse.

Ao chegar tomaste conta de mim
Sem pensar deixei-me levar…
Entreguei nessas tuas mãos
Este amor que me consome
O desejo ardente que me transborda
A saudade louca que ninguém quer
Apenas sede de mulher
Numa busca por encontrar
O amor que não soube amar…


Texto por Isabel Reis
todos os direitos reservados