Chegados a Fevereiro, o mais pequeno, no entanto o mais romântico e sensual dos meses do ano, mês dos gatos, como sempre lhe ouvi chamar, fica impossível esquecer a quadra em que estamos apesar do frio que se faz sentir.
Até para o mais esquecido fica difícil, somos lembrados constantemente, até nos correios nos tentam impingir a lotaria do “amor”. Para qualquer lado que se olhe só se “respira” (comercializa) amor e só se vêem corações vermelhos por todo lado mas já que temos datas para celebrar tudo e mais alguma coisa, mau era se não tivéssemos uma que celebrasse o amor, o romance, a paixão, acho muito bem… Viva o amor…
Ele é “Adoro-te” para cá, “Amo-te” para lá, enfim… tudo que é bonecadas, corações e ou outras coisas que tais, gravadas com as palavras célebres, a tentar convencer os corações apaixonados a surpreender as caras-metades numa data especial, com uma prenda especial… Eu sei que sou suspeita para falar de amor… falo de amor o ano inteiro… vivo e respiro amor, está entranhado em cada poro de mim mesma… sou a Cinderela das Histórias… sonho com o Príncipe encantado… enfim… mas o amor para mim é tudo menos comércio… o amor para mim é o sonho… é aquele que chega num acto dedicado, pensado, sentido, tudo menos calendarizado.
Por isso… Viva o amor e o romantismo, vamos lá celebrá-lo… devemos celebrá-lo… e neste caso concreto, celebremos o Dia dos Namorados… Mas será que nos devemos limitar às datas em particular? Isso é limitar o amor e o amor não tem limites, não pode ter limites, pelo menos não para quem ama. Claro, é giro surpreender alguém num dia especial, mas verdade se diga, a pessoa até já está à espera, se não o fizermos é que é mau, agora imaginem só, se a “vossa” pessoa fica nessa alegria toda num dia em que já espera qualquer coisa, como não ficará num dia que seja apenas um dia qualquer?! Num dia que não passa apenas de “mais um dia” no meio de tantos outros no meio do ano… em que se calhar vão passar o sábado a passear de carro, ou no centro comercial, cinema, quem sabe passar a tarde de domingo à beira-mar… enfim… algo calmo e sereno, mas as trivialidades normais de sempre… Aí sim vale a pena surpreender… o impacto da surpresa será muito, mas muito maior… confiem numa romântica.
Seja ele um fim-de-semana romântico ou apenas um ramo de flores ao sair do trabalho não importa, importa sim o tamanho do vosso carinho/empenho ao faze-lo, porque a “vossa” pessoa vai senti-lo e devolve-lo. Às vezes até uma simples carta de amor… Sim uma carta de amor, caíram em desuso com estas coisas das novas tecnologias e por isso mesmo se torna algo surpreendente, fascinante. É tão bom amar… mas não basta ser romântico pelo calendário, até porque o calendário não nos diz em que dia é que o amor nasce, apenas em que dia o devemos celebrar.
Por isso não basta o dia dos namorados, ou o aniversário de namoro ou de casados… a data de não sei de quê ou de não sei de quando… enfim… basta amar porque é segunda-feira, para tornar uma relação especial. Podemos comemorar o amor simplesmente porque nos apetece, afinal não é para isso que ele existe?! Para nos fazer sorrir, sonhar, viver e ajudar a ultrapassar aqueles maus momentos com mais garra, com mais força, com mais determinação? Amar é fazer alguém sorrir porque temos o coração a transbordar de amor… mas na hora que nos apetece… não porque alguém assim o determinou… na data que alguém o determinou.
Afinal, o amor é como uma fogueira, mas que precisa de “alimento” para a chama se manter acesa… digo eu…
por Isabel Reis
crónica no Art'Anima Seixal
Boletim Mensal nº 1
Fevereiro/2011
todos os direitos reservados
"Retratos" do mundo, da alma, de sentimentos, que decidi captar em palavras. Espero que gostem, este blogue é apenas um complemento dos livros que publico... penso, vejo e sinto muito que não vem publicado em páginas de livros, mas que gosto de partilhar com quem gosta de receber. Beijos em todos que aqui passam e nos que não passam também... e como diz o outro... "Façam o favor de ser felizes" Isabel Reis
sábado, 19 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Entrelaçados
Entrelaçados
num olhar
num silêncio
numa entrega
na partilha…
Entrelaçados
num momento
de desejos
de arrepios
de loucuras…
Entrelaçados…
em ti
em mim
em nós
na vida
como tinha que ser…
…à medida…
por Isabel Reis
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num olhar
num silêncio
numa entrega
na partilha…
Entrelaçados
num momento
de desejos
de arrepios
de loucuras…
Entrelaçados…
em ti
em mim
em nós
na vida
como tinha que ser…
…à medida…
por Isabel Reis
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sábado, 12 de março de 2011
Vestida de "nós"
Hoje levantei-me como sempre para mais um dia…
...e como em todos os dias…
A saudade levantou-se comigo para me atormentar…
Mas hoje levantei-me diferente… olhei a saudade nos olhos…
Decidi fazer-lhe frente… e resolvi que…
Hoje vou vestir-me de “nós”…
Vou vestir-me de “nós” hoje… amanhã e todos os dias…
…está decidido…
Vou vestir-me de “nós” até nos dias que estiveres comigo…
E nos que não estiveres… Nesses então vou vestir-me mais ainda…
Vou vestir as gargalhadas que são nossas e só nós sabemos dar…
Vou vestir o silêncio do abraço em que nos perdemos horas sem fim…
Vou vestir o brilho que trazemos e que se reconhece no olhar…
Vou vestir a ternura do beijo que trocamos do acordar ao deitar…
Vou vestir aquele doce sorriso que sorrimos ao sonhar…
Vou vestir o amor que amamos mesmo sem estar…
E assim vestida de “nós” a saudade pareceu sossegar…
por Isabel Reis
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...e como em todos os dias…
A saudade levantou-se comigo para me atormentar…
Mas hoje levantei-me diferente… olhei a saudade nos olhos…
Decidi fazer-lhe frente… e resolvi que…
Hoje vou vestir-me de “nós”…
Vou vestir-me de “nós” hoje… amanhã e todos os dias…
…está decidido…
Vou vestir-me de “nós” até nos dias que estiveres comigo…
E nos que não estiveres… Nesses então vou vestir-me mais ainda…
Vou vestir as gargalhadas que são nossas e só nós sabemos dar…
Vou vestir o silêncio do abraço em que nos perdemos horas sem fim…
Vou vestir o brilho que trazemos e que se reconhece no olhar…
Vou vestir a ternura do beijo que trocamos do acordar ao deitar…
Vou vestir aquele doce sorriso que sorrimos ao sonhar…
Vou vestir o amor que amamos mesmo sem estar…
E assim vestida de “nós” a saudade pareceu sossegar…
por Isabel Reis
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Sussurro das Estrelas
Esta noite enquanto me passeava nas estrelas
…dei por elas a sussurrar às escondidas…
…a esconderem um segredo entre sorrisos traquinas…
E eu saltava e pulava… sorria ternamente enquanto a noite me conduzia…
Enquanto percorria o infinito dos sonhos que me abraçavam docemente…
…e sonhava com os sonhos que me alimentam os dias…
Esta noite enquanto percorria o leito de estrelas
…onde sou borboleta que voa e dança livremente…
…onde brinco às escondidas com a lua e as estrelas…
…e me escondo na escuridão do firmamento…
…tentei ouvir o que as estrelas sussurravam entre si…
Esta noite antes que o dia me acordasse
Antes que o sonho se fosse…
E que o sol me encontrasse…
A lua sussurrou-me o segredo que as estrelas me escondiam…
O segredo pelo qual percorri uma noite sem fim…
E acordei a suspirar o teu nome para mim…
por Isabel Reis
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…dei por elas a sussurrar às escondidas…
…a esconderem um segredo entre sorrisos traquinas…
E eu saltava e pulava… sorria ternamente enquanto a noite me conduzia…
Enquanto percorria o infinito dos sonhos que me abraçavam docemente…
…e sonhava com os sonhos que me alimentam os dias…
Esta noite enquanto percorria o leito de estrelas
…onde sou borboleta que voa e dança livremente…
…onde brinco às escondidas com a lua e as estrelas…
…e me escondo na escuridão do firmamento…
…tentei ouvir o que as estrelas sussurravam entre si…
Esta noite antes que o dia me acordasse
Antes que o sonho se fosse…
E que o sol me encontrasse…
A lua sussurrou-me o segredo que as estrelas me escondiam…
O segredo pelo qual percorri uma noite sem fim…
E acordei a suspirar o teu nome para mim…
por Isabel Reis
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